domingo, 29 de dezembro de 2013

A importância das próteses no processo de recuperação clínica e de integração do seu portador na sociedade

A americana Aimee Mullins, 33 anos tornou-se modelo e campeã de atletismo. Em 1996, quebrou o recorde nas modalidades de 100, 200 metros e salto em distância. Deu o que falar nos jogos paraolímpicos de Atlanta. Aimee nasceu com uma malformação óssea nas pernas, tendo-lhe sido amputadas abaixo dos joelhos quando tinha apenas 1 ano. Atualmente Aimee Mullins é uma das mais conceituadas oradoras em palestras sobre deficiência, aceitação e superação.
Acompanhada frequentemente por várias próteses (das cerca de 12 que possui), Aimee Mullins delicias os vários auditórios que se enchem para a escutar. Nos últimos anos tem sido presença assídua em muitas das palestras integradas no projeto “TED - ideas worth spreading”.
Numa aula da disciplina de Gestão e Organização dos Serviços e Cuidados de Saúde (GOSCS) os alunos do 11ºC do Curso Profissional de Técnico auxiliar de saúde, puderam assistir a uma dessas palestras online. Os alunos puderam expor algumas opiniões sobre o conceito de deficiência e a importância das próteses no processo de recuperação clínica e de integração do seu portador na sociedade.
 
«As pessoas que usam próteses são vistas como deficientes, desfigurados, limitados, feridos, impotentes, fracos, inúteis. Mas apesar de terem próteses são pessoas saudáveis e sobretudo fortes… fazem de tudo, e por vezes melhor que as ditas pessoas “normais”… a pouco e pouco vão mostrando à sociedade que não são inúteis ou impotentes. Vão lutar pela felicidade e orgulhar-se por ultrapassar todos os desafios e barreiras, vão sentir-se belas.» (Alison Coluna, nº1, 11ºC). «Uma pessoa deficiente não é incapacitada, nem fraca, bem pelo contrário são bastante fortes, muitas com talento e força de vontade.» (Carolina Agostinho, nº8, 11ºC). «… uma pessoa portadora de próteses é uma pessoa forte, útil e aventureira… Se tem limitações? Talvez? Mas com potencial!» (Tânia Marques, nº22, 11ºC). 
 in Jornal Horizontes (Dezembro 2013)
Prof. Jorge Estrela

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