A americana Aimee Mullins, 33 anos tornou-se
modelo e campeã de atletismo. Em 1996, quebrou o recorde nas modalidades de
100, 200 metros e salto em distância. Deu o que falar nos jogos paraolímpicos
de Atlanta. Aimee nasceu com uma malformação óssea nas pernas, tendo-lhe sido
amputadas abaixo dos joelhos quando tinha apenas 1 ano. Atualmente Aimee
Mullins é uma das mais conceituadas oradoras em palestras sobre deficiência,
aceitação e superação.
Acompanhada frequentemente
por várias próteses (das cerca de 12 que possui), Aimee Mullins delicias os
vários auditórios que se enchem para a escutar. Nos últimos anos tem sido
presença assídua em muitas das palestras integradas no projeto “TED - ideas worth spreading”.
Numa aula da disciplina de
Gestão e Organização dos Serviços e Cuidados de Saúde (GOSCS) os alunos do 11ºC
do Curso Profissional de Técnico auxiliar de saúde, puderam assistir a uma
dessas palestras online. Os alunos
puderam expor algumas opiniões sobre o conceito de deficiência e a importância
das próteses no processo de recuperação clínica e de integração do seu portador
na sociedade.
«As pessoas que usam próteses são
vistas como deficientes, desfigurados, limitados, feridos, impotentes, fracos,
inúteis. Mas apesar de terem próteses são pessoas saudáveis e sobretudo fortes…
fazem de tudo, e por vezes melhor que as ditas pessoas “normais”… a pouco e
pouco vão mostrando à sociedade que não são inúteis ou impotentes. Vão lutar
pela felicidade e orgulhar-se por ultrapassar todos os desafios e barreiras,
vão sentir-se belas.» (Alison Coluna, nº1, 11ºC). «Uma pessoa deficiente não é incapacitada, nem fraca, bem pelo contrário são bastante fortes, muitas com talento e força de vontade.» (Carolina Agostinho, nº8, 11ºC). «… uma pessoa portadora de próteses é uma pessoa forte, útil e aventureira… Se tem limitações? Talvez? Mas com potencial!» (Tânia Marques, nº22, 11ºC).
in Jornal Horizontes (Dezembro 2013)
Prof. Jorge Estrela

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